NÁDIA RAUPP MEUCCI - Currículo

ERA UMA VEZ UMA CIDADE - Projeto

08 de julho a 12 de agosto de 1999
>> E-MAIL DE CONTATO <<

'' LE SECRET DES MOINDRES PLAISIRS
    DE LA NATURE PASSE LA RAISON.''
(O segredo dos mínimos prazeres
da natureza ultrapassa a razão.)
Luc de Clapiers, marquês de
VAUVENARGUES
(1714-1747)

FOTOS DA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO
CIDADE & COMPANHIA - Gasparotto

CLIQUE NOS ÍTENS PARA ENTRAR

 

APRESENTAÇÃO

Nem mil metros de fotografia poderiam mostrar Paris. Há que escolher dentre tantas Parisis. Entre tantos contos e canções. Há uma Paris em mil. Uma Paris cemitério - Père Lachaise, uma Paris ponte - Pont Neuf. Uma Paris sem emoções: a cidade dos souvenirs baratos da Rue de Rivoli, dos perfumes de moda ou dela mesma, a moda, tão mutante quanto a cidade não é. A Paris da gula, dos odores do Gitanes fumados no mètro, das perspectivas do Barão Haussmann.
Onde fica a Rue du Chat-qui-pèche, onde se localiza a outra rua, a Gît-Le-Coeur? Qual das passagens evoca Walter Benjamin e Baudelaire, a Vivienne ou a Jauffrin? Onde ficava a guilhotina? A Mona Lisa todo mundo sabe. Onde se situa o apartamento em que Maria Callas morreu sozinha ?
Aonde, onde, aonde?
Perguntas que a cidade não responde.
Nós só vemos uma Paris, a Paris dos estrangeiros, e esta é falsa – o estrangeiro e a cidade; ambos demasiadamente concretos para se permitirem uma aproximação. Há que se entregar, um ao outro, há que se dar.
Só se conhecem cidades no ato amoroso, em uma violação carnal, só são conhecidas as cidades em núpcias, como as de Veneza e o Adriático. Uma penetração mútua do teu gauloise nas minhas narinas frementes num mètro apinhado na estação Châtelet.
Ça te plaît ?
Profondement.
Allons-y faire l’amour ?
Où ça ?
Dans un hôtel,
rue Saint Denis...
Depois desta noite de penetração mútua talvez possamos decifrar melhor a cidade com um caporal nos beiços, sentados ao lado de um clochard sob uma ponte qualquer. A língua úmida de Pernaud e o calor de uma mão amante na cintura, aí então poderemos percorrer a rua Saint André des Arts na madrugada, fugindo do turista no Deux Magots ou do Flore, procurar um banco vago na Pont des Arts de costas para o Louvre olhando a cúpula da Academia e pensando em comprar, antes de voltar para o hotel, um livro de fábulas de La Fontaine ou um disco das velhas canções de Piaf. Talvez possamos ainda ouvir os ecos de Racine recitando Fedra na Comédie Française.
(ele nunca esteve lá, como Piaf jamais cantou sob as pontes de Paris).
Talvez nem nós jamais estivéssemos estado lá. Ir não é estar. Ver não é enxergar.
Já ouviste Paris ?
Sim: quando Joséphine Backer cantava J’ai deux amours, mon pays et Paris no Bobino.
E viste o quê ?
As fotografias da Nádia. Por elas há uma Paris que não se encontra nos guias turísticos. É aquele outro olhar, o do fotógrafo que nos permite ver, enxergar, cheirar, apalpar e todos os outros verbos terminados em AR, com aquele ar de amar.

TATATA PIMENTEL
PARIS janeiro 1999.

 

LINKS SOBRE FRANÇA E FOTOGRAFIA

 


visitas


fotografia?
www.foto.art.br

apoio:

O evento é realizado com o APOIO das empresas acima relacionadas e o PATROCÍNIO exclusivo é
da fotográfa e documentalista Nádia Raupp Meucci, que financia com recursos próprios todo o Projeto
''Era uma vez uma cidade..'' bem como o site que é mantido pela mesma na Internet no endereço
www.fotonadia.art.br