INCUNÁBULOS

Antes da Imprensa de Gutemberg, os livros ou impressos eram escritos e feitos à mão, até 1500 d.C., dividindo-se em: tabelários ou xilográficos e tipográficos. Os primeiros eram impressos através de pranchas inteiriças de madeira, esculpidas ou gravadas; os outros, com caracteres móveis. O primeiro processo é considerado o precursor da imprensa, e existiu na Europa desde o séuclo XII, embora sua invenção pelos chineses era muito mais antiga. A BÍBLIA DOS POBRES, o DONATO (gramática latina) e o SPECULUM HUMANE SALVATIONIS são anteriores a 1440 e figuram entre os incunábulos tabelários. Entre 1450 e 1460, está a BÍBLIA DE SHELHORN, porém muitos atribuem sua impressão a Gutemberg.

Os monges eram os encarregados de copiar os textos religiosos e duplicar os livros. Trabalhavam hora a fio, com pouca luz natural ou precária luz de velas...durante muitos séculos na Europa. Escreviam à tinta sobre os pergaminhos (de origem animal). Eram os artistas das letras e das ilustrações. As ILUMINURAS que desenhavam e pintavam nas páginas destes manuscritos da Idade Média, eram miniaturas de cores que adornavam as letras iniciais e outras partes deste pergaminhos.

Somente as bibliotecas dos conventos ou os muito ricos, possuíam os livros , de tão difícil e demorada que era sua produção. Por este motivo, eram objetos raros e cobiçados, significando sinônimo de riqueza. Muitas maldições foram escritas pelos monges em suas páginas, para amaldiçoar os ladrões. Os monges copistas sentavam-se FRENTE-A-FRENTE copiando perfeitamente... como se fossem ESPELHOS...exatamente IGUAIS...quase idênticos, com diferenças praticamente imperceptíveis. Executavam este trabalho como se fosse por TELEPATIA, de tão similares que resultavam os livros copiados.

Nádia Raupp Meucci
13 de junho de 1999

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