PARIS NA ENCICLOPÉDIA....
Como nasceu Paris...
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''No século I a.C., uma tribo gaulesa vivia na ilha do
Sena conhecida atualmente pelo nome de Île de la Cité; em 52 a. C., os romanos
capturaram essa colônia e a fortificaram; tornou-se bispado no século III; caiu em poder
de Clóvis, rei dos francos, após uma vitória que obteve em 486; de 885 a 887, resistiu
a violento cerco dos escandinavos; a dinastia dos Capeto, em 987, por Hugo Capeto, duque
da França, tornou Paris a principal cidade do país e o poderio do ducado estendeu-se
gradativamente a toda a França, durante o período de lutas civis que acompanhou as três
Cruzadas; sob o domínio dos ingleses , 1420-36; palco dos principais acontecimentos da
Revolução Francesa, 1789-1792; sob o governo de Napoleão, que se estendeu até 1814,
passou por diversos melhoramentos, tendo sido dotada de magníficas praças, pontes e
cais; datam desta época o Arco do Triunfo, a Bolsa, a Praça Vendôme e a Rue de Rivoli;
após a derrota de Napoleão, 1814, os aliados entraram na cidade; sitiada e capturada
pelos alemães, durante a Guerra Franco-Prussiana, 1870-71; no decorrer da I Grande
Guerra, sofreu bombardeio dos alemães, permanecendo virtualmente em estado de sítio por
vários meses; na II Grande Guerra, declarada cidade aberta em junho de 1940, quando as
tropas alemãs invadiram a França; ocupada pelos nazistas em
14-6-1940; libertada pelas forças aliadas, 19 a 24-8-1944; assinaram-se, em
Paris, diversos e importantes tratados, entre os quais o de 10-2-1763, entre a França e
Inglaterra, pondo termo à Guerra dos Sete Anos; o de 6-2-1778, estabelecendo a aliança
entre a França e os Estados Unidos; o de 3-9-1783, terminando a Guerra da Independência
Americana; os de 30-51814 e 20-11-1815, depois das Guerras Napoleônicas; o de 30-3-1856,
que pôs fim à Guerra de Criméia, e o de 10-12-1898, terminando a Guerra
Hispano-Americana; local em que se realizou a Conferência da Paz no fim da I Grande
Guera, 1919. Denominada, antigamente, Lutetia ou Lutetia Parisiorum, e mais tarde,
Parisii.''
ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA MÉRITO.
v. 15. p. 15-6.