FEBRE

A escotilha azul do céu 
vigia,serenamente 
a febre amarela dos casarios 
pobres, lúdicos, geminados 
acesos à noite 
pela escassa luz dos lampiões. 
Retalhos de navios, prostíbulos 
torpes botecos com sua boca noturna 
ruminando marinheiros de escunas fantasmas 
afogados nas brumas da boemia.

Élvio Vargas
Poeta
08 maio 2005

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